A atenção do varejista pode aumentar seu lucro

ter, 13 outubro , 2015

dec-1310Índice de perdas no varejo só no checkout representa 40% das perdas internas, em média

 

São nos checkouts que ocorrem grande parte das perdas no varejo. Pesquisas apontam que esses locais concentram, em média, 40% das perdas internas. Um número assustador que, somado à economia em baixa, faz com que o varejista contabilize menos vendas e, consequentemente, menos lucros. De janeiro a agosto, no setor supermercadista, por exemplo, as vendas em valores reais apresentaram queda de 0,69% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). As perdas relativas a roubos, furtos e problemas operacionais representam, de acordo com o Instituto Brasileiro de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), 2,31% do faturamento líquido das empresas varejistas do País em 2013. Em 2012, esse índice foi de 1,83%.

Em razão da instabilidade econômica, os varejistas devem adotar estratégias que ajudem a alavancar as vendas e, principalmente, diminuir as perdas, sejam elas ocasionadas por furtos, diferenças de inventários ou quebras operacionais. “O setor nunca pode excluir do planejamento e das planilhas o investimento em segurança, principalmente em relação aos furtos de todo tipo de mercadoria, desde os cosméticos e eletroeletrônicos, até roupas, alimentos e bebidas”, explica o diretor de Comunicação da Gunnebo, Luiz Fernando Sambugaro. Uma pesquisa do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/FIA) mostra que, em 2013, apenas 59% do varejo alimentar investe em soluções de monitoramento para os caixas.

Falhas na etiquetação dos preços, descontos não autorizados, operações de cancelamento de vendas em dinheiro e o não escaneamento de produtos são alguns dos principais fatores de perdas nos caixas. Essas falhas criam oportunidades para que um operador mal-intencionado coloque sua ação em prática, além de gerar incompatibilidade nos registros de estoques e ampliar o índice de rupturas. E muitos erros, diz Sambugaro, ocorrem e sequer são notados pela falta de controle e conferência.

Fonte: Gunnebo

Foto: Shutterstock

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