Monitoramento constante

ter, 18 julho , 2017

Avaliação periódica e regular do desempenho da loja é primordial para manter a empresa em direção ao cumprimento de metas e objetivos

Uma gestão empresarial eficiente deve se basear em inúmeras ações, passando por controle financeiro, planejamento e estabelecimento de metas, bem como o monitoramento do desempenho da empresa. Aliás, o monitoramento constante é imprescindível para possibilitar a correta tomada de decisões e também para identificar eventuais lacunas da gestão.

Dessa forma, torna-se possível corrigir o curso da companhia caso haja algum desvio ou mudança no desempenho. E para que isso aconteça, é preciso considerar elementos, como a satisfação e a qualidade percebida pelo cliente; a desenvoltura dos processos internos; a satisfação e a produtividade dos colaboradores; e as taxas de ociosidade.

Entre as ações rotineiras que têm influência direta no monitoramento do desempenho da empresa, estão o fechamento diário do caixa e a avaliação do cumprimento das metas de vendas.

Esse acompanhamento constante permite que se tenha conhecimento da situação do negócio.

“A cada ciclo fechado, é importante fazer uma avaliação do projetado x alcançado. Se o resultado tiver sido menor do que o desejado, é preciso fazer uma nova avaliação e redistribuir a meta, desenhando novos planos de ação para alcançá-la”, ensina a diretora de inteligência de mercado do Grupo Bittencourt, Caroline Bittencourt.

Ela afirma que cada área deve ser responsável pelo controle que lhe cabe, porém, de uma maneira geral, toda a equipe da empresa deve estar engajada em atingir as metas.

“De forma direta ou indireta, todos devem estar cientes de seu papel para que a companhia atinja os resultados. Isso vale desde a área responsável pelo relacionamento com os clientes, marketing, comercial, etc.”, comenta, acrescentando que, dependendo do porte da empresa, as funções podem ser acumuladas, mas conforme a mesma for crescendo, é importante que se tenha uma estrutura própria para cuidar dos indicadores e do acompanhamento de metas.

Ao pensar em avaliação de desempenho, o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) é a ferramenta-chave para cuidar da saúde financeira dos negócios. Esse documento traz os indicadores das fontes de receita, custos e despesas num determinado período de tempo.

“Sua função principal é oferecer uma síntese financeira dos resultados operacionais, de forma que os gestores possam tomar decisões certeiras sobre o negócio, como, por exemplo, redução de custos”, explica Caroline.

Segundo ela, desse demonstrativo, devem constar informações, como: receita bruta da venda de produtos e/ou serviços, receita líquida, custos da mercadoria vendida, despesas com vendas, administrativas, lucro ou prejuízo, entre outras variáveis.

Dicas para não errar na avaliação de desempenho do varejo

Realizar um planejamento orçamentário.

Analisar, mensalmente, o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE).

Conhecer os custos e precificação dos produtos e serviços.

Enxergar o fluxo de caixa dos próximos 60 dias.

Não descuidar de duas contas importantes do balanço: estoque e títulos a receber.

Evitar que a avaliação do desempenho da empresa seja feita apenas sob a ótica do faturamento mensal, o que pode implicar numa demora na tomada de uma decisão. Além disso, o faturamento é simplesmente o resultado que representa os ganhos da empresa, ou seja, somente o dinheiro que entrou durante determinado período. Não adianta apenas faturar sem ter lucro.

Lembrar que a ruptura no abastecimento é um dos grandes problemas no varejo e representa falha no abastecimento de produtos, com impactos negativos, tanto para fornecedores, quanto para os varejistas. O consumidor que não encontra as mercadorias desejadas tende a escolher outro estabelecimento – que pode ser o concorrente.

Fontes: sócio proprietário da Blue Numbers Consultoria, Márcio Iavelberg; e diretora de inteligência de mercado do Grupo Bittencourt,

Caroline Bittencourt

Quarteto afinado

Cliente satisfeito, dinheiro em caixa, lucro e baixo ou nenhum índice de ruptura são elementos que fazem parte de uma receita de sucesso e podem influenciar, diretamente, no desempenho do negócio.

“A satisfação indica tanto a continuidade na relação do consumidor com a empresa; bem como a possibilidade de indicação (ou não) da loja a outros potenciais clientes”, mostra o consultor do Escritório Regional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, de São Paulo (Sebrae-SP), em Jundiaí (SP), Luiz Alberto Stephan Junior.

Já a apuração dos resultados e a gestão do fluxo de caixa têm relação direta com a sustentabilidade empresarial e a permanência do negócio no mercado, podendo possibilitar dois extremos: a expansão ou extinção da empresa no mercado.

“As rupturas de desempenhos podem afetar a capacidade de entrega e a percepção do cliente a respeito do que está sendo ofertado”, adverte.

A diretora do Grupo Bittencourt lembra, ainda, que o lucro, ou seja, o superávit entre a receita e a despesa, é importante, pois permite que novos investimentos, planos e inovações sejam contemplados nos períodos seguintes.

Já o prejuízo (ou uma queda significativa do lucro) indica para a necessidade de se renegociar contratos com fornecedores, cortar orçamentos ou ampliar a cautela nos gastos. “Portanto, o lucro, indicador que determina o futuro do negócio, define o desempenho da empresa”, finaliza.