Aliados para Impulsionar os negócios

seg, 27 março , 2017

Soluções tecnológicas e digitais também estão acessíveis para pequenos e médios varejistas e elas podem ajudar tanto no aumento da satisfação do consumidor, quanto na administração da loja

Para crescer e ter sucesso no mercado, inovar precisa ser palavra de ordem em qualquer empresa. Afinal, é por meio da inovação que se conquistam diferenciais competitivos, gestão eficaz e satisfação do consumidor. E para a concretização dessas tarefas, os varejistas podem contar com alguns aliados, com destaque para soluções tecnológicas/digitais.

Aliás, o Estudo de Prontidão e Maturidade Tecnológica do Varejo Supermercadista, desenvolvido pela consultoria PwC em parceria com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), apontou que as empresas que tiveram sucesso no processo de automatização puderam conquistar um aumento de produtividade entre 10% e 15%, em 2015.

No entanto, apesar de todos os benefícios, ainda há a resistência de algumas empresas, especialmente entre pequenas e médias, no investimento nessa área. “Essas lojas tendem a ser mais conservadoras em relação à adoção, não só pelo investimento financeiro, mas por uma questão cultural, já que a tecnologia impõe alguns treinamentos e nem sempre esses empreendedores têm essa prioridade”, comenta o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, de São Paulo (Sebrae-SP), Gustavo Carrer.

Mas para o gerente de vendas de automação comercial da OKI – empresa provedora de soluções tecnológicas –, Antonio Casarotti, é preciso dar um passo adiante. “Mesmo em estabelecimentos de pequeno porte, a adoção de novas tecnologias traz vantagens em agilidade, melhoria no atendimento, redução de custos operacionais e maior controle de estoques. Além disso, a tecnologia ajuda a dar suporte numérico e dados daquilo que, muitas vezes, o varejista só calcula na observação”, destaca.

Acompanhe, a seguir, como algumas tecnologias e soluções digitais podem ajudar no dia a dia dos varejistas.

Computadores

Os computadores, segundo avalia Casarotti, constituem o suporte sobre o qual vão rodar os softwares que farão a mágica do controle de inventário, histórico de vendas e outros. Portanto, são o início de qualquer processo de automação. Um exemplo de uso pode ser a implantação de sistemas como o CRM, sigla para “Customer Relationship Management” (em português, Gestão de Relacionamento com o Cliente). Por meio dele, é possível armazenar informações dos consumidores, como nome, endereço, telefone, entre outros. Além disso, o CRM integra dados valiosos das compras a fim de preparar e atualizar o histórico e preferência de compras, podendo ajudar a empresa na tomada de decisões.

Redes sociais

O Facebook, que conta com mais de 100 milhões de usuários no País, já tem sido um aliado do consumidor na hora da tomada de decisões. “Com essas ferramentas, o consumidor faz consultas de preço e adquire informações sobre produtos e lojas, lê resenhas e dá opiniões, conseguindo, assim, influenciar e ser influenciado nas suas compras”, analisa Carrer.

Portanto, é fundamental que as lojas estejam atentas a esses movimentos, inclusive capacitando colaboradores para a criação de um espaço da empresa nas mídias sociais e inserção de informações de qualidade para os clientes.

Mensagens instantâneas

Com aplicativos como o WhatsApp, de envio e recebimento de mensagens, e adquirindo um pacote de dados de internet, o varejista pode se comunicar de forma ágil com os seus clientes ou fornecedores. Entretanto, é preciso cautela para garantir a privacidade dos receptores. “O WhatsApp é muito rico, pois permite o envio de textos, fotos e vídeos, além da criação de grupos, possibilitando a comunicação entre várias pessoas. Mas, antes do uso, é preciso verificar se a outra ponta está disposta a esse canal”, alerta o especialista do Sebrae-SP.

Havendo disposição, o varejista pode, inclusive, criar grupos de clientes com o mesmo interesse, como cuidados com os cabelos ou dicas de maquiagens. “Pode-se criar um canal de informações e, com isto, promover as vendas”, sugere Carrer.

Máquinas de cartões

Hoje, oferecer diversas opções de pagamento ao consumidor pode ser determinante na conversão de compras. “As lojas que apresentam opções, como crédito ou débito, costumam registrar de 20% a 30% a mais nas vendas”, sinaliza Carrer.

Além disso, as chamadas ‘maquininhas’ também trouxeram mais comodidade e segurança ao empreendedor que pode, dependendo da estratégia, reduzir o uso de cheques ou cadernetas. “Com esses equipamentos, o varejista não precisa administrar o dinheiro circulante ou se preocupar com as operações de depósito, tendo os valores revertidos para sua conta conforme o meio disponível”, reforça Casarotti.

Outra vantagem é que essas tecnologias acompanham o comportamento de muitos consumidores. “As novas gerações tendem a não andar com dinheiro, seja por segurança ou costume. Assim, não oferecer pagamento via cartão é assumir o risco de perder vendas”, adverte o consultor de empresas e palestrante, Pedro Dias.

Leitores de código de barras no checkout

“O varejista pode transformar a leitura do código de barras do produto no preço que ele cadastrou na gôndola e isto elimina erros da inserção manual de valores ou o registro da venda em papel, por exemplo. Além disso, associando código de barras e coletores, pode-se ter uma maior agilidade no controle de estoques, por exemplo”, explica Casarotti.

Essas soluções podem ser o segredo para atrair consumidores que têm aversão a filas, já que automatizam a passagem dos produtos pelo caixa. “Eles agilizam o checkout e, com isso, melhoram a experiência do consumidor na loja”, reforça Dias.

Autor: Kathlen Ramos